O calendário litúrgico como pedagogia da fé: recordar, celebrar e renovar   Recently updated !

O calendário litúrgico católico é uma arquitetura do tempo que transforma dogmas abstratos em datas concretas, ancorando os grandes mistérios da fé na vida cotidiana. Este texto examina como as celebrações do ano litúrgico funcionam como ganchos de memória, instrumentos de reforço espiritual e proteção contra uma fé dependente apenas do estado emocional. Da Encarnação à Pentecostes, cada data convoca gestos, práticas e reflexões que renovam a relação do crente com os fundamentos de sua tradição religiosa.


Do giz ao prompt: o que o professor universitário não pode terceirizar   Recently updated !

O texto analisa o dilema do professor universitário diante da inteligência artificial, mostrando que o problema central não é usar ou rejeitar a tecnologia, mas definir o que não pode ser terceirizado. A IA pode apoiar buscas, organizar leituras, sugerir estruturas, revisar linguagem e acelerar materiais didáticos. Porém, torna-se perigosa quando substitui leitura crítica, autoria, julgamento pedagógico e responsabilidade intelectual. O artigo propõe critérios para uso acadêmico responsável, incluindo verificação de fontes, compreensão, crítica, transparência e autoria humana. Defende uma universidade que incorpore a IA com método, sem perder seu compromisso formativo com a formação crítica de professores e estudantes.


Do Prompt ao Produto: a progressão arquitetural do uso de inteligência artificial aplicada à pesquisa e à inovação

A inteligência artificial generativa tornou-se presença crescente na rotina de pesquisadores e profissionais da saúde, mas a maioria dos usuários permanece restrita ao uso de prompts isolados, sem perceber que existe uma progressão arquitetural estruturada que separa o uso básico do uso transformador. Este texto percorre os cinco degraus dessa escala, do prompt à skill, do workflow ao sistema de agente e ao produto digital, demonstrando como cada etapa amplia o alcance da ferramenta e reduz a intervenção humana por problema resolvido. O objetivo é oferecer ao leitor um mapa conceitual aplicável à pesquisa científica e à inovação em saúde.


Produzir um projeto de pesquisa em 60 minutos com IA generativa é uma vantagem ou uma armadilha?

A inteligência artificial generativa é capaz de redigir um projeto de pesquisa completo em menos de 60 minutos. Essa velocidade, usada sem controle, priva o pesquisador do tempo cognitivo necessário para ler, validar e se apropriar do conteúdo gerado. Este texto discute por que a rapidez da máquina pode ser uma armadilha, apresenta o princípio Human-in-the-loop como fundamento para um fluxo de trabalho mais seguro e propõe uma abordagem deliberada: produzir o projeto em partes pequenas, ao longo de uma semana, reservando tempo para ler as fontes, validar o conteúdo e construir domínio real sobre o tema.


Fontes comentadas: como transformar sua bibliografia em instrumento de leitura crítica

As fontes comentadas são referências bibliográficas acompanhadas de um breve comentário crítico que registra a relevância, a contribuição e o uso de cada obra no texto. Diferentemente das listas convencionais de referências, elas tornam visível o raciocínio que sustenta cada escolha bibliográfica. Este texto apresenta o conceito, a estrutura e modelos práticos de fontes comentadas, oferecendo ao pesquisador em formação uma ferramenta concreta para qualificar sua leitura e organizar sua escrita acadêmica com mais clareza e rigor.


O contexto é o comando: como escrever bem com o apoio da inteligência artificial

Escrever com o apoio da inteligência artificial generativa é uma habilidade que pode ser aprendida e aprimorada, mas exige um método. Muitos pesquisadores e estudantes frustram-se com os resultados porque solicitam o texto sem preparar o terreno. Este artigo descreve um fluxo de trabalho eficaz em três etapas: fornecer contexto abundante à ferramenta, iterar sobre a estrutura proposta em múltiplas versões e validar o rascunho gerado com leitura crítica antes da publicação. O autor não é substituído pela IA: é amplificado por ela.


Dois tipos de pesquisador vão coexistir: qual será o seu?

Em breve, dois perfis de pesquisador vão coexistir nas universidades. Ambos terão acesso à inteligência artificial. A diferença entre eles não será tecnológica: será de profundidade. O primeiro usa IA como ferramenta auxiliar e ganha tempo. O segundo redesenhou o processo de pesquisa com ela como infraestrutura e ganhou escala, qualidade e impacto. Este texto examina essa distinção, mapeia as etapas do processo investigativo que já podem ser reorganizadas e propõe a pergunta que separa o uso curioso do uso estratégico da inteligência artificial na ciência.


A inteligência artificial generativa como ferramenta de planejamento da escrita acadêmica

A inteligência artificial generativa pode transformar a escrita acadêmica ao atuar como ferramenta de planejamento, não como substituta da autoria. Ela ajuda o pesquisador a organizar ideias, formular perguntas, identificar lacunas, alinhar objetivos e métodos, estruturar argumentos e revisar clareza, coesão e precisão. Seu uso mais produtivo ocorre quando orienta esboços, mapas de parágrafos, quadros, tabelas e versões preliminares. Contudo, exige validação humana, leitura crítica, verificação de referências e responsabilidade ética. A IA amplia produtividade, mas também pode gerar erros, vieses e falsa precisão. Portanto, deve ser usada como copiloto intelectual, sempre supervisionada pelo pesquisador responsável pelo texto final e completo.


CLAUDE na Pesquisa Científica

O evento CLAUDE na Pesquisa Científica será uma oficina presencial voltada para estudantes, pesquisadores e interessados em transformar uma ideia inicial em um projeto de pesquisa mais claro, estruturado e viável. A proposta é mostrar, de forma prática, como utilizar o Claude como ferramenta de apoio acadêmico, ajudando na organização da ideia, construção do problema de pesquisa, definição de objetivos, planejamento metodológico e redação inicial do projeto. As atividades acontecerão presencialmente na Sala 202 da UNCISAL, em Maceió, entre 12 de maio de 2026, às 7h00, e 30 de junho de 2026, às 8h00. O credenciamento será realizado de forma online, mas as aulas serão presenciais. A oficina será conduzida pelo professor Aldemar Araujo Castro, professor, pesquisador, extensionista e empreendedor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, UNCISAL.


O Método Socrático na Formação Médica: Aprendendo a Pensar, Não Apenas a Saber!

Este texto apresenta o método socrático como ferramenta essencial na formação médica. Aborda seus fundamentos filosóficos e sua aplicação prática no desenvolvimento do raciocínio clínico. Explica como a sequência de perguntas estruturadas leva o estudante a construir hipóteses diagnósticas em vez de apenas memorizá-las. Discute vantagens, limitações e a transformação do método com a inteligência artificial em tutores digitais interativos. O objetivo é mostrar que aprender medicina vai além de acumular informação: exige aprender a estruturar o pensamento crítico diante da incerteza.