Carta aos meus alunos 13/08/2026

Caros alunos, Escrevo sobre uma cena pequena. É meio-dia e vinte, o ambulatório está com sete pacientes ainda por atender, e um de vocês diz, com naturalidade, estou com fome. Não pede licença, não pergunta se falta muito, não combina a substituição, não espera a autorização. Apenas informa e sai. […]


Cinco portas de entrada: onde nasce a inovação dentro da universidade   Recently updated !

Este texto examina as origens da inovação e do empreendedorismo na universidade, sustentando que elas são cinco: o ensino, a pesquisa, a extensão, a assistência e a gestão. Discute por que as duas primeiras concentram o reconhecimento institucional e as métricas de terceira missão, enquanto as três restantes permanecem pouco enxergadas, apesar de reunirem problemas bem formulados e usuários identificados. Apresenta a decisão de rota, da melhoria institucional ao licenciamento e à empresa nascente, com critérios de custo, regulação e propriedade intelectual. Trata, ao final, do uso crítico da inteligência artificial generativa e da equidade como critério de projeto.


Os três mundos do professor: a oficina completa, do papel ao Gemini Notebook   Recently updated !

Este texto publica na íntegra o conteúdo da oficina Os Três Mundos do Professor, dedicada ao uso da inteligência artificial na docência universitária. A tese condutora é que vivemos simultaneamente nos mundos analógico, digital e da inteligência artificial, e que a competência decisiva é a transição deliberada entre eles. O leitor encontrará o princípio do controle das fontes como antídoto à alucinação, os três níveis de uso da ferramenta, os casos docentes testados em sala de aula, as regras de compartilhamento e privacidade e o método do contraponto para a leitura crítica de qualquer resposta gerada.


ISBN: o documento de identidade do seu livro e como obtê-lo no Brasil   Recently updated !

Este texto examina o Número Internacional Padronizado de Livro, conhecido pela sigla ISBN, em três frentes. Explica a anatomia dos treze dígitos, demonstra por que o código deixou de ser formalidade burocrática para se tornar condição de circulação, de catalogação e de reconhecimento acadêmico da obra, e delimita o que o ISBN não é, sobretudo diante do direito autoral, do ISSN, do DOI e da ficha catalográfica. Ao final, apresenta o procedimento de registro no Brasil perante a Câmara Brasileira do Livro, com etapas, prazos, valores, links diretos e os erros mais custosos.


Como obter um DOI pelo Zenodo: tutorial passo a passo   Recently updated !

Este tutorial explica como obter gratuitamente um Digital Object Identifier no Zenodo. O leitor aprenderá a preparar o arquivo, criar a conta, abrir um depósito, reservar antecipadamente o identificador, preencher metadados, escolher uma licença, revisar o registro e confirmar a resolução do DOI. O texto também esclarece os limites do repositório, os cuidados com autoria e dados sensíveis, a diferença entre correção e nova versão e os riscos de gerar dois identificadores para o mesmo objeto.


SEO: como tornar uma página mais visível, útil e encontrável na internet   Recently updated !

Este texto apresenta a otimização para mecanismos de busca como um processo editorial e técnico que aproxima páginas e leitores. Explica a diferença entre visibilidade orgânica e publicidade, descreve como rastreamento, indexação e intenção de busca participam da descoberta de conteúdos e discute benefícios relacionados a alcance, credibilidade e experiência do usuário. Ao final, defende que uma estratégia responsável começa pelas necessidades das pessoas, combina qualidade editorial, técnica e acessibilidade e avalia resultados pelo valor produzido, não apenas pela posição alcançada.


Validação do usuário na fase de ideação: como transformar suposições em evidências

Esta reflexão apresenta a validação do usuário como processo de aprendizagem para startups na fase de ideação. O texto diferencia validação do usuário, do problema, da solução e do mercado, explica sua importância para reduzir incertezas e descreve como formular hipóteses, selecionar participantes, conduzir entrevistas, analisar evidências e realizar pequenos experimentos. Discute também vieses, cuidados éticos e critérios para decidir entre prosseguir, ajustar, mudar de direção ou interromper uma ideia antes da construção de uma solução completa.


O TCLE é um convite, não um contrato!

Este texto examina o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido como convite, e não como contrato de adesão. Mostra por que a moldura escolhida pelo redator determina o léxico, a sintaxe e a estrutura do documento, articula as exigências da Lei 14.784 de 2024 e das diretrizes internacionais, e apresenta a evidência empírica sobre legibilidade e compreensão. Oferece pares de reescrita que convertem o enunciado contratual em enunciado de convite, discute quem convida, quando e onde, e avalia o uso da inteligência artificial generativa como auxiliar de redação, com as cautelas indispensáveis.


Haicai: origem, classificação e um roteiro em nove passos para escrever o seu

Este texto apresenta o haicai como forma poética e como disciplina de atenção. Percorre a origem japonesa do gênero, do hokku encadeado à autonomização promovida por Shiki, explica os três elementos que o sustentam, expõe os critérios pelos quais se classifica e reconstitui sua trajetória brasileira, incluindo o problema do calendário sazonal invertido. Oferece um roteiro de nove passos com exemplo integralmente trabalhado, discute o que a inteligência artificial generativa pode e não pode fazer nesse processo, com prompt pronto para uso, e examina a evidência disponível sobre o valor formativo da prática.


Inovação na universidade: um conceito, muitos sentidos

Este texto examina o conceito de inovação e seus múltiplos sentidos no ambiente universitário. Partindo da distinção schumpeteriana entre invenção e inovação, apresenta a definição operacional do Manual de Oslo e a definição jurídica do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. Mapeia cinco acepções correntes no campus, da incorporação tecnológica à inovação social, e sistematiza as classificações por objeto, grau de novidade, alcance e modelo de desenvolvimento. Conclui demonstrando por que o domínio desse vocabulário condiciona o acesso a editais, a proteção da propriedade intelectual e a incorporação de tecnologias em saúde.